SALOBRAS - 2013/2014

Este autoral nasce de uma proximidade por vezes furtiva entre o mar e eu.

Tendo morado por mais de 16 anos em Florianópolis/SC e frequentemente voltando à cidade para visitas familiares, esse tema foi se insinuando em minhas lentes e retinas muito antes de se tornar um ensaio autoral. Quase mesmo se impôs, sustentado e inspirado pela máximade Liev Tolstói: "Fale de sua aldeia e estará falando do mundo"...

Existem ainda alguns redutos de pesca artesanal tradicionais na ilha, que assim como seus colonizadores açorianos, carregam no sotaque o balanço das marolas e a tenacidade do vento implacável.

A salinidade marítima tempera esse cenário de quem extende seu olhar todos os dias à fluidez do infinito.

Como em alguns trabalhos meus, ele veio acompanhado de um pequeno poema, que segue:

salobras
sobras
do som
das ondas
sóbrias
sombras
sob o sabre
ébrio
que se sabe
febre
de navegar